Fusão Itaú/Unibanco: CONTRAF cobra manutenção de empregos

A Contraf/CUT e os membros das comissões de organização dos empregados (COE) do Itaú e do Unibanco que representaram os Sindicatos de todo o Brasil, cobraram na segunda-feira, 10, a ratificação, por escrito, do compromisso de que não haverá demissões nas duas empresas, assumido pelos presidentes das instituições, Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, ao anunciarem a fusão dos bancos. Os negociadores do Itaú e do Unibanco reafirmaram o compromisso, mas não quiseram assinar um documento com as garantias. Por reivindicação dos dirigentes sindicais, as negociações irão continuar. Para os próximos dias, acontecerá uma nova reunião.
A fusão do Itaú e do Unibanco surpreendeu os bancários. Os funcionários irão cobrar a garantia dos empregos, pois, se os bancos acreditam no desempenho do país e “a fusão vem para preservar a saúde do sistema financeiro nacional em meio à crise”, nada mais justo que preservem, igualmente, os empregos.
A Contraf-CUT pretende também se reunir com representantes do Banco Central (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo é incluir as garantias para os trabalhadores nas exigências para a conclusão do negócio. A proposta será similar à que os funcionários do Santander estão propondo.

Pequeno Histórico - Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra uma redução significativa nas vagas nos maiores bancos adquiridos pelo Itaú até 2003. Dos 5.624 empregados do Banerj, adquirido em 1997, restaram 2.060. Quando foi adquirido pelo Itaú, em 1998, o Bemge tinha 6.296 funcionários e restaram 584 em 2003. Já o Banestado passou de 8.027 funcionários, em 2000, para 559 em 2003.

O que pode ser mudado? - No caso do sistema financeiro, primeiro, é preciso ampliar os pontos de atendimento para a população; o número de funcionários também precisaria ser ampliado, porque a qualidade de atendimento seria melhor. Outro ponto seria a redução de juros e de tarifas para algo não tão exorbitante como tem sido atualmente.

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