Um
herói negro chamado Zumbi dos Palmares
Há 312 anos, no dia 20 de novembro, morria um grande ícone
da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade:
Zumbi dos Palmares. Em face disso, comemora-se nesta mesma data, no
Brasil, o Dia Nacional da Consciência Negra, dedicado à reflexão
sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado
herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos
indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos.
Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados
e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado
por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha
apreciável noção de Português e Latim aos
12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Em 1670,
com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um
dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa:
a força do espírito presente. Baluarte da luta negra
contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo
dos Palmares.
Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros,
mas também de brancos pobres, índios e mestiços
extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto
significam "povoação", funcionavam como núcleos
habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão,
já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o
mais famoso deles foi Palmares.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro
no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional
da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório
o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira para proporcionar às
nossas crianças e jovens o resgate das contribuições
dos povos negros nas áreas social, econômica e política
ao longo da história do país.
Viva Zumbi, a beleza e a resistência do povo negro brasileiro!