26/02/2010
Lula, Cuba e o dissidente

Redação CartaCapital

Durante sua visita a Havana, o presidente Lula irritou-se com as perguntas sobre a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo,que estava em greve de fome havia 85 dias. E negou ter recebido uma carta de Tamayo: "As pessoas precisam parar com o hábito de fazer cartas, guardar para si e depois
dizer que me mandaram". A morte do dissidente é mais um daqueles cristalinos exemplos da estupidez dos regimes ditatoriais.

Quanto a Lula, carrega o peso da fama hoje internacional de mediador. Da crise política do DEM no Distrito Federal aos oposicionistas cubanos, todos querem que o ex-metalúrgico coloque a sua popularidade a serviço de seus interesses.